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#Resenha - Antes Que Eu Vá - Lauren Oliver







Antes que eu vá
Lauren Oliver
Editora Intrínseca



Antes que eu vá é aquele livro típico de adolescentes, com um grupo de garotas populares que arrasa com todos. Mas, engana-se quem vê o livro assim, a história é bem reflexiva, posso dizer que não foi minha favorita, mas nos faz refletir bastante.
A história é narrada por Samantha Kingston, uma menina popular, bonita e tem o namorado mais desejado da escola Thomas Jefferson. Com as melhores amigas Lindsay, Ally e Elody, os dias dessas meninas são perfeitos e cheios de futilidades, sempre reparando nos outros ou constrangendo outras meninas. Mas o dia mais importante para essas meninas é o dia 12 de fevereiro, dia do cupido, o dia favorito de Sam, mas também é seu último dia viva.
Sam é uma menina fútil, e isso me deixou bem desanimada com a leitura, ando meio saturada de gente fútil tanto na vida real quanto nos livros rs' - Sam, é maldosa, assim como suas amigas, sempre se achando superior aos outros, com brincadeiras de mal gosto, sempre constrangendo alguém, o famoso Bullying, mas que para quem pratica é bem normal. Fico me perguntando como isso parece normal, constranger o outro, achar graça em ofender o outro, isso é meio perturbador, e são esses motivos que me fez odiar a personagem, nas primeiras 150 páginas, ficava ali tentando digerir tudo aquilo que acontecia na escola Thomas Jefferson e como algumas pessoas se deixam levar por certos grupinhos populares.
Mas, o dia 12 acaba sendo o último dia de vida de Samantha Kingston e ela recebe a chance de reviver aquele dia, não somente uma vez, mas sim sete novas chances, chances de concertar certas coisas, chances de avaliar certas atitudes, chances de fazer a coisa certa, chances de ser uma pessoa melhor.
A cada chance, ela revive o dia 12 repetidamente, e a cada vez, tenta fazer algo diferente,algo que vá de alguma maneira salva-lano final da noite. Confesso que nos primeiros dias nada mudou, continuei achando a personagem fraca e sem nenhum senso, continuava com as mesmas futilidades, mas lá para o quinto dia, comecei a perceber certa mudança, um crescimento na Samantha.

Mas antes que comece a me acusar, permita-se fazer uma pergunta: o que fiz foi realmente tão ruim? Tão ruim que eu merecia morrer por isso? Tão ruim que eu merecia morrer assim? O que fiz foi realmente tão pior do que o que todo mundo faz? É realmente muito pior do que o que você faz? A Sam a cada dia, começa a perceber que suas amigas não são perfeitas, que possuem defeitos, mas também qualidades, e que ela pode ajuda-las de alguma forma a perceberem isso. A amiga que mais chama a atenção de Lindsay, que tem a aparência de durona, perfeita que todas seguem ali, fielmente, mas que possui um grande segredo e que parece ser a resposta para certos acontecimentos.
Todo dia Sam aprende e percebe alguma coisa que deixou passar, ver seu crescimento foi algo maravilhoso, ver como pode ser uma pessoa boa, uma pessoa que se preocupa com os outros e que quer fazer as coisas darem certo, foi algo maravilhoso. Uma parte que me tocou, foi quando ela percebe as pequenas coisas ali com a sua família, a sua mãe que mesmo com a distância e frieza de Sam, sempre pergunta se ela não quer tomar café com eles, também a forma como ela passou a prestar atenção na sua irmãzinha, Izzy que diga-se de passagem é uma fofura.
Destaque também para Kent McFuller, um amorzinho rs' - amigo de Sam quando eram mais jovens, mas depois se afastaram, e nesse dia Sam tenta entender o que levou a se afastar de Kent, e também percebe algo que poderia ter bem antes desse dia 12, como Kent é atencioso e carinhoso com ela. A princípio pensamos que Kent é só mais um que foi vitima de Sam, mas vemos que ele é fundamental para a história.
Eu já estava com o pensamento negativo sobre esse livro, como ele não era nada do que eu estava esperando,imaginei uma coisa e estava lendo outra, mas a autora me surpreendeu, uma história que demora a te conquistar, mas depois te ganha fácil. É um livro bom, com uma grande reflexão, sobre a vida, sobre nossas escolhas, sobre quem nos somos, se estamos orgulhosos de nós mesmo com nossas atitudes.
Enfim, Antes que eu vá, não entrou para a lista de favoritos, também não me emocionei como li em algumas resenhas, mas ele me tocou de alguma forma, me ensinou me fez refletir e isso é algo extraordinário quando o livro nos proporciona. Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Lauren Oliver, apesar de ter o livro distópico, Delírio, aqui na estante, mas resolvi começar por esse e foi maravilhosa a experiência.



Algumas coisas se tornam lindas quando você realmente olha.

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